O vento que passa na praça...
Deitada no seu colo, fazendo la siesta...
A vida que vem devagar...
Serena...
Friday, October 17, 2008
Monday, October 13, 2008
Divagações

Estou no cenário de um filme. Sentada na soleira de uma casa feita de adobe no pueblo de Humauaca, descanso na sombra de 30oC. O vento varre a areia, fazendo dançar as folhas e trazendo mais um toque de surrealidade a este cenário pitoresco. A cidade dorme: a calmaria de la siesta só é interrompida pela passagem de alguns nativos que se entretêm com a minha presença. Tentam, de maneira graciosa, chamar minha atençao. Finjo nao entender espanhol para nao dispersar esse meu momento, gemütlich. Aparentemente, minhas feiçoes tipicamente brasileiras agradam muito por aqui. "Hay un limite para ser hermosa, chica, pero usted hace mucho le ha transpuesto!". Agradeço a gentileza com um sorriso, que me desperta de meu estado contemplativo. É hora de ir embora, o guia já veio me chamar. Atravesso as ruelas, sentindo o sol queimando sobre minhas costas. Nem mesmo o vento é capaz de abrandar a fúria do sol em um clima semi-desértico. Enquanto caminho lentamente até a van, me volta à mente o cenário de um filme. Desta vez consigo visualizar a protagonista, e sorrio feliz ao perceber que mais uma cena inesquecível acabara de ser adicionada ao filme da minha vida.
Wednesday, October 8, 2008
Friday, October 3, 2008
Orgulho!!
É muito legal ver nossos "filhos" nascendo, ainda mais quando são tão bonitos e apetitosos que dá até vontade de morder...humm....
Thursday, October 2, 2008
Ainda sobre amigos
Uma quarta-feira chuvosa de um diazinho mais ou menos terminou com um papo delicioso com o meu melhor amigo. Entre muitas viagens, ele me dava uma aula sobre a crise no sistema financeiro mundial, e eu divagava sobre minha vontade de me tornar escritora e fotógrafa da National Geographic. Ele se limitava a revirar os olhos rindo enquanto eu contava meus novos planos malucos, como quem diz "lá vem história! Será que ela não vai parar nunca?" E, enquanto ele contava sobre toda a sua paixão por ganhar dinheiro, eu ria, pensando também: "esse aí vai longe!". No final de tanta coisa, chegamos a algumas conclusões: eu até posso plantar um cactus no parque Barigui, mas devo tomar muito cuidado com as capivaras; e o Du vai ler "O retrato de Dorian Gray" que eu vou emprestar, afinal já está mais do que na hora de dar ouvidos à sua mãe e começar a ler romances.
Assim como toda boa amizade deve ser.
Assim como toda boa amizade deve ser.
Monday, September 29, 2008
Desnuda
Uma das métricas para identificar que estamos amadurecendo é quando conseguimos aceitar nossas limitações de maneira tranquila. Quando mais jovens, tendemos a ter uma necessidade e uma urgência muito grande em se provar. Para si mesmo, para a família, para a turma...
À medida em que nossa auto-estima e auto-confiança se fortalecem, bem-estar mental e consciência tranquila passam a ser as variáveis mais importantes da tão sonhada felicidade. Nosso conceito de si mesmo torna-se o componente com maior peso dessa equação. Sem utopias: não somos uma ilha, e a opinião dos que nos cercam com certeza influenciam, mas já não são mais os únicos fatores que determinam se vamos nos sentir uma pessoa realizada, completa, feliz ou não.
Sei que estou amadurecendo. Já deixei de dar tanta importância à maneira como os outros me enxergam. Sei bem a dor e a delícia de ser o que eu sou, e aceito. Estou saindo de um período de hibernação em minha "bolha", e isso foi fundamental para aumentar meu auto-conhecimento e fazer as pazes com algumas emoções represadas dentro de mim. Nossa mente às vezes nos prega peças, fixando-se em determinados assuntos com o intuito único e mesquinho de dissimular pensamentos mais importantes que causariam incômodo maior ao "eu" consciente. Foi preciso muita coragem para deixar de lado minhas muletas mentais, e me encarar de frente, de rosto lavado e armas depostas.
Ainda estou no meio do caminho. O mais importante, porém, já fiz: tomei a decisão. Agora é só ter calma e continuar na linha reta.
Gostaria de ser menos vulnerável, característica essa que destoa da imagem que os outros têm de mim. Digo, os outros que conhecem só minha superfície. A mulher responsável, educada, competente, independente, sempre em movimento, com um sorriso no rosto e idéias fluindo pela cabeça. Só eu sei o quanto me custa me manter de pé. Inquebrável, porém vulnerável. Lutando contra o vento, que insiste em me testar.
O que me consola é saber que o saldo está positivo, e ainda tenho o mundo inteiro me esperando pela frente.
À medida em que nossa auto-estima e auto-confiança se fortalecem, bem-estar mental e consciência tranquila passam a ser as variáveis mais importantes da tão sonhada felicidade. Nosso conceito de si mesmo torna-se o componente com maior peso dessa equação. Sem utopias: não somos uma ilha, e a opinião dos que nos cercam com certeza influenciam, mas já não são mais os únicos fatores que determinam se vamos nos sentir uma pessoa realizada, completa, feliz ou não.
Sei que estou amadurecendo. Já deixei de dar tanta importância à maneira como os outros me enxergam. Sei bem a dor e a delícia de ser o que eu sou, e aceito. Estou saindo de um período de hibernação em minha "bolha", e isso foi fundamental para aumentar meu auto-conhecimento e fazer as pazes com algumas emoções represadas dentro de mim. Nossa mente às vezes nos prega peças, fixando-se em determinados assuntos com o intuito único e mesquinho de dissimular pensamentos mais importantes que causariam incômodo maior ao "eu" consciente. Foi preciso muita coragem para deixar de lado minhas muletas mentais, e me encarar de frente, de rosto lavado e armas depostas.
Ainda estou no meio do caminho. O mais importante, porém, já fiz: tomei a decisão. Agora é só ter calma e continuar na linha reta.
Gostaria de ser menos vulnerável, característica essa que destoa da imagem que os outros têm de mim. Digo, os outros que conhecem só minha superfície. A mulher responsável, educada, competente, independente, sempre em movimento, com um sorriso no rosto e idéias fluindo pela cabeça. Só eu sei o quanto me custa me manter de pé. Inquebrável, porém vulnerável. Lutando contra o vento, que insiste em me testar.
O que me consola é saber que o saldo está positivo, e ainda tenho o mundo inteiro me esperando pela frente.
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