Tuesday, December 8, 2009

Fazendo o balanço

Este ano foi e está sendo fenomenal.

Em comparação com o ano de 2008, digamos que ano passado foi o purgatório que eu passei para merecer o paraíso deste ano.

Sem querer ser injusta com meu passado de tanta coisa boa, o ano de 2009 está elevando a barra no quesito felicidade. Não aquela alegria desmedida e desvairada causada por emoções fortes. Essa também, mas não apenas. Foi uma felicidade mesmo, madura e serena, de quem teve vários altos e também alguns baixos, mas cujos baixos apenas ajudaram a construir auto-confiança para seguir em frente.

Sorri muito mais do que chorei, e quando chorei foi breve.
Conquistei muita coisa boa...novos amigos, novos amores, novos desamores, novo continente, novo CEP...
Manti muita coisa boa..minha família, amigos queridos, um emprego que sempre me desafia e me faz crescer...

Saio deste ano entrando no próximo apenas com a expectativa de que seja tão bom quanto foi o ano de 2009. Ano este que pode ser resumido de maneira simples, porém profunda:

"Eu sei...que a vida devia ser bem melhor e será...mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita!!"

Wednesday, November 18, 2009

Diário de uma descapitalizada

Tentativa de negociação arrojada na Balarotti:

Moço, eu pudia tá matânu, eu pudia tá robânu, eu pudia tá mi prostituínu, mas tô só aqui te pedindo um descontinhu...

(não funcionou)

Tuesday, November 10, 2009

O Bonzinho

O Bonzinho é aquele cara que é até bonito, e tem um corpo até legal, o suficiente para despertar uma atração. É aquele cara que não encanta, mas também não decepciona no papo inicial, o que provavelmente levará você e ele até um começo de affaire.
O Bonzinho é aquele cara que diz que vai te ligar e efetivamente te liga - mas tão cedo que você nem teve tempo de se preocupar em se ele vai te ligar ou não. Aí começam os erros: ele já deixa marcado um novo encontro, por mais que você diga que vai viajar, e ele também, o Bonzinho arruma uma maneira de deixar sua agenda reservada para não correr risco de não te perder. Hum. Ele te acha linda...tão linda! Tão querida! E tão pouco tempo depois de te conhecer que já acende no fundo da sua mente uma luz de emergência: "DANGER! DANGER! potencial latente de carência!!".
O Bonzinho, quando te liga, te conta exatamente o que está fazendo...o que acaba com qualquer vestígio de imaginação que você possa ter. O Independente, no caso, te deixaria quicando de curiosidade, pois diz mas não diz tudo, sem ser deselegante mas ao mesmo tempo deixando um mistério no ar ("humm...tinha uma música ao fundo...será que ele estava com outra??"). Mas o Independente será tema para um outro post...voltemos ao Bonzinho...
O Bonzinho é aquele que conserta todas as suas coisas, antes mesmo de você pedir. Estar ao lado dele dá uma tranquilidade muito grande. É fácil, o papo flui...a vida cotidiana vira palco para horas de conversa. Mas, ao mesmo tempo, seu cérebro nunca vai se sentir desafiado a aprender coisas novas, pois conversando com o Bonzinho você já se sente a pessoa mais inteligente do mundo. O Independente, no caso, tiraria sarro de você não saber quantos países existem no mundo, "você que é tão viajada". Já o Bonzinho...
O Bonzinho é um mar sem ondas. Lindo, calmo, tranquilo, repousante, acolhedor, um porto seguro. Mas não te dá frio na barriga, o que faz com que ele corra o risco de você enjoar de nadar cedo e ir logo procurar outra coisa para fazer.


P.S. Segungo a ONU existem 191 países atualmente - mas a organização não reconhece Taiwan (cuja independência não é reconhecida pela China), o Vaticano, possessões e territórios (como a Groenlândia - território da Dinamarca).

Friday, October 23, 2009

O mais breve conto sobre vampiros

Eu estava a fim de escrever um conto sobre Vampiros.
Mas aí me deu sono e fui dormir.

Fim.

Friday, September 4, 2009

A caminho

Saindo da Caixa em direção à praça Osório, ela caminhava lentamente em meio à multidão multicor e multivoz. Pensativa, lembrou-se que quando era menor sentia uma sensação de insegura desconfiança ao andar em praças no centro da cidade. Esta não - inexplicavelmente. Viu os casais se deixando fotografar na fonte, formando um singular mosaico humano. Pensou no caminho percorrido desde que deixou os documentos na mesa do gerente e ganhou a rua, respirando um ar fresco misturado com aromas de comida popular. Percebeu que o presente cada vez ganhava mais formas na sua frente, formas que um dia habitaram apenas o seus sonhos.
Sonhos multicores, agora cada vez mais concretos.

Sunday, August 23, 2009

O caos necessário


Tudo começa com um pensamento qualquer no meio de um dia chuvoso. Uma sensação de que algo está fora do lugar, ou está no mesmo lugar há tempo suficiente para já não pertencer mais aonde está.
Essa faisquinha fica guardada em algum lugar da memória, e eu me esqueço dela, com tanto assunto diferente que ocupa minha mente em qualquer dia, chuvoso ou não.
Enquanto meu sistema - eu - estiver em harmonia, ela fica lá, incubando, quietinha.
Em algum momento, tempos depois, uma situação completamente diferente causa uma ruptura na minha vida, e em uma relação de causa-efeito peculiar, o assunto adormecido é despertado e vira prioridade número 1 para mim.
A ruptura em si é como um choque de átomos, que libera energia por todo o meu ser. Essa energia vai atuar sobre um sistema até então em repouso (a faisquinha!), colocando-o em movimento. Ora, quanto maior a proporção da ruptura, maior a quantidade de energia gerada por todo o sistema, maior a impulsão de movimento gerada sobre a faísca adormecida e consequentemente maior a rapidez com que essa faísca irá se tornar fogo.
Isso explica os meus ímpetos de mudança, aparentemente (até para mim, às vezes) impulsivos e inesperados. Na verdade, a decisão já havia sido tomada ainda no estágio da faísca. Só faltava a energia gerada pela explosão da ruptura para colocá-la em movimento.
Isso reforça a idéia de que tudo acontece na hora certa...se ainda não aconteceu, é porque o sistema ainda está harmonizado, e não precisa ser incomodado. Depois do caos (que acompanha a mudança), o sistema - eu - entrará novamente em harmonia, mas agora renovado, diferente, em um outro estágio de organização - e assim continuará, até nova ruptura gerar energia e trazer de novo a mudança...

Para informações (um pouco mais confiáveis do que a minha teoria de boteco) sobre física quântica e teoria do caos:
"Gestão da mudança: caos e complexidade nas organizações" - Ruben Bauer
"O universo em uma casca de noz" - Stephen Hawking

Tuesday, August 18, 2009

A única frase que eu vou escrever sobre esse assunto

O que me faz sofrer é saber que você não é, e nunca vai ser, como eu gostaria que você fosse.